Eficiência energética como foco
Os relatórios científicos recentemente publicados não deixam dúvidas: o fenômeno das mudanças climáticas em todo o mundo, que tem como principal agente as próprias atividades humanas; impõe medidas urgentes e eficazes para a conciliação das atividades econômicas com a sobrevivência futura do planeta e das próximas gerações.
Para reduzir os efeitos do aquecimento global, inúmeras tecnologias estão em desenvolvimento. De maneira geral, contudo, elas ainda são caras e não estão suficientemente maduras e testadas para serem utilizadas em larga escala, ou apresentam algum efeito colateral indesejável. O que, obviamente, não invalida os investimentos e os esforços que estão sendo realizados nessa direção.
Enquanto suas medidas seguem seu curso, há uma ação imediata, mais barata e efetiva de reduzirmos as emissões de dióxido de carbono: o uso de tecnologias energeticamente eficientes, comercialmente acessíveis e de comprovada eficácia.
A utilização de modernas tecnologias de monitoramento, controle, proteção e gerenciamento de plantas de geração termelétrica a óleo, gás ou carvão, que são projetadas para operar durante décadas, ajudam a reduzir de forma significativa as emissões nocivas ao meio ambiente e a aumentar o rendimento energético dessas instalações.
Assim como na geração de energia, a indústria também pode contribuir intensamente para a redução das emissões de dióxido de carbono. Cerca de 40% de toda a energia produzida é destinada a processos industriais, sendo que mais de 60% desse total é consumido por motores elétricos.
Dispositivos de regulação de velocidade aplicados a esses motores podem, em muitos casos, reduzir seu consumo de energia em até 50%. Hoje, porém,apenas 10% dos motores instalados são dotados desses dispositivos.Se todos os motores já tivessem esse tipo de equipamento somente no ano passado,200 milhões de toneladas de dióxido de carbono teriam deixado de ser emitidos na atmosfera – mais do que a emissão total, durante um ano, de um país como a Holanda.
A ABB figura na vanguarda tecnológica para essas e muitas outras soluções relativas à eficiência energética. Mas o desenvolvimento e a utilização de tecnologias, para ajudar nossos clientes a ser cada vez mais produtivos, enquanto reduzem o impacto de suas operações sobre o meio ambiente, são apenas uma vertente de nosso dia-a-dia.
A preocupação com a sociedade nas localidades onde operamos e com nossos funcionários e suas famílias é outro lado dessa mesma moeda. Não há empresa que possa crescer e remunerar adequadamente seus funcionários e acionistas mantendo-se como uma ilha de prosperidade em meio à pobreza, à falta de acesso à educação e ao precário atendimento das necessidades básicas da sociedade onde opera.
Como parte de nosso esforço em dar a nossa contribuição e em aperfeiçoar nossas iniciativas nesse sentido é que este relatório de sustentabilidade e de comparação de seus índices, ano após ano, tem nos feito lograr progredir em nossas iniciativas de responsabilidade sócio-ambiental.
Os elogios, sem dúvida, estimulam a continuidade do nosso trabalho, mas é nas críticas que muitas vezes encontramos contribuições importantes para aperfeiçoá-lo.
Desejo uma boa leitura a todos e fico à disposição para mais informações, eventuais comentários, críticas ou sugestões sobre os trabalhos que temos desenvolvido nas áreas de responsabilidade social, meio ambiente e corpo funcional, retratadas de forma resumida nas páginas seguintes.
Sergio Gomes
Presidente da ABB no Brasil