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Mar 13 - Na primeira linha, entre Tucuruí e Vila do Conde, planejamento venceu prazo exíguo de construção

Primeira linha entregue pela ABB ao Consórcio Schahin/Alusa, com capacidade de transportar 1.200 MW, tem 324 quilômetros de extensão e com 706 torres

São Paulo, 13 de março de 2003 – Quando os engenheiros da ABB, companhia global em tecnologia de energia e de automação, reuniram as primeiras informações sobre a geografia da região onde seriam instaladas as torres de um sistema de transmissão de energia entre as cidades de Vila do Conde e Tucuruí, no Pará, logo percebeu que as soluções não seriam iguais a outras utilizadas em obras da ABB mundo afora. Os estudos constataram que o terreno tinha uma composição mais fofa, com mais areia e não tão dura. Em algumas áreas, alagamentos fazem parte do cotidiano. Matas fechadas e úmidas dificultavam o transporte de equipamentos e materiais. Havia, ainda, a necessidade de implantar novidades técnicas e conciliar o ineditismo com o prazo exíguo de 14 meses.

A ABB foi contratada para construir a linha de transmissão entre as duas cidades em maio de 2001. São 324 quilômetros de extensão, com 706 torres e 1.200 MW de capacidade. A linha foi entregue em 9 de agosto e reforça o atendimento de energia para a capital paraense, Belém, servida então por um único circuito de transmissão. A ABB empreendeu o projeto em regime turn-key para a Empresa Paraense de Transmissão de Energia (ETEP), companhia criada pela Schahin e pela Alusa especialmente para liderar a construção desta linha, arrematada no leilão de transmissão realizado pela Aneel em abril de 2000.

Para cumprir o prazo de 14 meses, a engenharia do projeto, o fornecimento de materiais e a execução das construções foram realizadas simultaneamente – incluindo montagem e lançamento de cabos entre as subestações. Um dos desafios do projeto foi adequar as estacas ao solo da região. Na travessia do rio Moju, por exemplo, os engenheiros da ABB tiveram de utilizar estacas de concreto na profundidade do rio, pelo qual passam onze torres de 96 metros de altura. Ao todo, foram cravados 7 mil metros em estruturas de sustentação em todo o alagado.

Um dos principais critérios que interferiram na escolha das torres que integram o complexo foi o menor tempo de instalação. Além das torres tipo raquete, foram utilizadas também as . A ABBdo tipo raquete e “cross rope”, inéditas no Brasil, para conseguir construir a linha no tempo contratado. Outro diferencial no projeto foi a utilização de estacas helicoidais para a fundação de torres estaiadas,a solução que reduz prazos, minimiza o impacto ambiental e que melhor se adaptou às condições de solo da região, em muitas áreas sujeito a alagamentos. Com isso, as torres foram erguidas na metade do tempo, envolvendo um terço da equipe necessária se fossem escolhidas somente torres tradicionais tipo raquete.

A ABB (www.abb.com.br) é líder em tecnologia de energia e automação voltada ao aprimoramento da performance de clientes dos setores industriais e de concessionárias, reduzindo seus impactos ambientais. A ABB possui cerca de 139.000 funcionários em mais de 100 países.



Last edited 2003-03-20
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